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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Reflexões dentro de um gabinete

Reflexões dentro de um gabinete


Bom, a pedido de alguns seguidores e para estimular a vocação de nossos queridos "magistrandos", farei postagens sobre o cotidiano de um juiz do trabalho.

O ofício da magistratura é exercido em boa parte na clausura e solidão de um gabinete.

Não é à toa que é comum se referir à magistratura como um sacerdócio, já que é exigido um comprometimento intenso e abdicação de uma série de posturas.

Diferentemente das instâncias superiores, as quais envolvem em grande parte decisões colegiadas, os julgados são analisados sob uma ótica individualista, respeitando os anseios de um sujeito imparcial embebido do contexto social no qual está inserido.

Inclusive quando estou atuando em outras comarcas e realizando trabalhos com justiça itinerante, procuro conhecer mais sobre a realidade local. Dados sobre geografia, economia e política das comunidades em que você atua como juiz, mesmo que por um pequeno período, são essenciais para a prolatação de decisões mais justas.

A depender da comarca em que se atua, não é de se espantar que o juiz do trabalho é uma das maiores autoridades presentes na localidade, influindo, mesmo que indiretamente, nas questões sobre políticas públicas desta comunidade.

Se quer ser juiz ou juíza, habitue-se com gabinetes e reflexões solitárias. Tente superar a "claustrofobia"! Isso não quer dizer que você não deva se envolver com a realidade de seu jurisdicionado, muito pelo contrário, é de extrema importância ter uma postura pró-ativa e calcada no princípio da investidura fática.

Laborem em seus gabinetes, mas sempre permitam deixar as portas abertas!


Vocacionem-se!

Reações:

4 comentários:

  1. Bah... legal, mas analistas ficam, na média, muito mais tempo trancados em gabinetes trabalhando solitariamente que juízes.

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  2. Eu complementaria, converse com os oficiais de justiça da vara. Eles conhecem a jurisdição por dentro e por fora.

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  3. Muito bom! Como falaste, é importantíssimo o magistrado não se limitar ao gabinete. Ir à feira, comércio em geral, frequentar e conversar com a comunidade, são necessários para emissão de decisões mais próximas da justiça.
    É lamentável vê um juiz preocupar-se apenas com ir ao fórum e voltar para sua casa, e ter os subsídios em dia.

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